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RGO - Revista Gaúcha de Odontologia > Vol. 59, N° 3 (2011)

open journal systems


Uso de proteínas recombinantes na reconstrução dos maxilares / Use of recombinant proteins for maxillary reconstruction

Eder Magno Ferreira de OLIVEIRA
Nauber de Souza VITORINO
Paulo Henrique Luiz de FREITAS
Thomaz WASSAL
Marcelo Henrique NAPIMOGA



Resumo

Reconstrução óssea dos maxilares após ressecções tumorais, avulsões traumáticas ou mesmo reabsorção por desuso é uma das tarefas mais difíceis na clínica do implantodontista e do cirurgião bucomaxilofacial. As propriedades osteogênicas, osteoindutoras, osteocondutoras e não-antigênicas do osso autógeno o colocam como o padrão-ouro para a solução de problemas de disponibilidade óssea. Entretanto, a necessidade de um segundo sítio cirúrgico para a coleta do enxerto, aumenta significativamente o custo e a morbidade associados ao procedimento reconstrutivo. A enxertia óssea ganhou uma excelente ferramenta com a descoberta das proteínas ósseas morfogenéticas (conhecidas como BMP, do inglês bone morphogenetic proteins) na década de 60. O benefício da obtenção de matriz óssea verdadeira e funcional sem a necessidade de um segundo sítio cirúrgico parece ser a grande vantagem do uso das proteínas ósseas morfogenéticas. No entanto, aspectos importantes da utilização de proteínas recombinantes humanas tais como controle da taxa de liberação da proteína ao longo do processo de reparo ósseo, ainda necessitam de estudos aprofundados para que parâmetros clínicos de utilização possam ser estabelecidos. Além disso, estudos clínicos de longa duração avaliando as características biomecânicas do osso neoformado após administração de proteínas ósseas morfogenéticas ainda são escassos. Embora promissora, a utilização das proteínas morfogenéticas ósseas na clínica implantodôntica e bucomaxilofacial ainda necessita de maior respaldo científico.

Termos de indexação: Engenharia tecidual. Proteínas recombinantes. Transplante ósseo.


ABSTRACT

Jaw bone reconstruction after tumour resection, traumatic avulsion or even atrophy due to disuse is one of the most challenging clinical tasks for implantologists and maxillofacial surgeons. Autogenous bone, with its osteogenic, osteoinductive and non-antigenic properties, has been considered the gold standard in the resolution of bone availability problems. However, the need for a second surgical site in order to harvest
the bone graft significantly increases both the cost and the morbidity related to reconstructive procedures. Bone grafting gained an important tool with the discovery of bone morphogenetic proteins (BMPs) in the 1960s. Obtaining a true, functional bone matrix without bone harvesting may be the greatest benefit from BMP usage. Nevertheless, fundamental aspects of BMP application such as the control of protein release throughout the process of bone repair are yet to be fully understood, with clinical guidelines for usage of the protein remaining uncertain. Moreover, long-term clinical studies assessing the biomechanical properties of bone formed after BMP application are sporadic. Although promising, the widespread use of bone morphogenetic proteins by implantologists and maxillofacial surgeons demands greater scientific support.

Indexing terms: Tissue engineering. Recombinant proteins. Bone transplantation.


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